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E.M.E.F. "PADRE JOSÉ MARIA MESQUITA"

A poesia

Alunos e alunas, fiquem a vontade de produzir seus textos nesta união que aqui vos faço para um projeto maravilhoso e interessante tornar-se um jovem escritor. Juntos iremos nos debruçar no mundo da poesia da Língua Portuguesa.

Antologia poética

A este blog destina-se a produzir textos de variados tipos para elaboração de uma futura publicação feita por alunos e organizada pelo Prof. Jocélio de Barros Lima que minista aulas de Língua Portuguesa.

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O mundo é descrito por poesia, veja e olhe.

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A DIVERSIDADE CULTURAL DOS POVOS

GRUPO DE TEATRO APOLLON
A DIVERSIDADE CULTURAL DOS POVOS
PROF. JOCÉLIO DE BARROS LIMA
Personagens:
1. Narrador:
2. Gabriel
3. Pedro = Negro
4. Gabriela = Negra
5. Lucas = Branco
6. Rose = Branco
7. Sandro = Mulato
8. Amanda = Mulato
9. Andréia = Amarelo
10. Cris = Amarelo
11. André =Cafuzo
12. Simone = Cafuzo
13. Michele = Gay
14. Marcos = Gay
15. Antonio = Paulista
16. Silvana =Paulista
17. Maria = Paraibana
18. Paulo = Paraibano
19. Carlos = Fluminense
20. Sandra = Fluminense
21. Ana = Católica
22. Severino = Católico
23. Mara = Evangélica
24. Sílvio = Evangélico
25. Padre José Maria Mesquita
26. São Pedro
27. Diabo
28. Jesus
29. Deus






Gabriel:
_ Chamo-me Gabriel, ser da luz criado por Deus, e que fui designado para esta encenação para que o ser, homem, compreenda as suas diferenças culturais, respeitando-as e ensinando-as pra todas as futuras gerações da humanidade. "No início Deus criou os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia, e a escuridão vagava sobre a face do abismo". Então Deus criou os homens, os animais, as vegetações, enfim tudo o que existe, em apenas sete dias. Claro, que a partir de gênesis, começou o espetáculo, que agora não enxergamos e que esta obra lhes mostraram a diversidade cultural dos povos.
Senhores e senhoras, e estimado público é com toda honra e prazer que se inicia o espetáculo de um mundo complexo e incompreendido e que o vivemos constantemente através de discussões que perduram até os nossos dias.
Narrador:
_ Cheio de tormento o homem viveu o seu caminho na vida por diferenças de raças, e criou guerras, lutas e destruição. No cantinho do Brasil, cidade de Salvador, Bahia moram Pedro e Gabriela, um casal de descendentes afro-brasileiros, puros negros, que foram incomodados por Lucas e Rose, seus vizinhos de descendência alemã que hora e meia se discutiam por causa do racismo.
Pedro:
_ Gabriela, não agüento mais o Lucas e a Rose nossos vizinhos, quando sai para trabalhar na cidade para engraxar sapatos na praça de Salvador, o Lucas me esculhambou com os amigos gritando nas ruas que eu era um negro insolente, além de engraxate deveria morrer de lamber o sapatos dos brancos. Fiquei nervoso, não agüento aquele branquelo de uma figa!
Gabriela:
_ Calma, amor ele não conhece o racismo por que eles os brancos, não sentiram na pele, como nós, desde os tempos coloniais que sofremos. Devemos ir à justiça processá-lo aí sim, venceremos pela dignidade de nosso direito e conquistaremos a vitória.
Pedro:
_Tudo bem, Gabriela, só que tu viste o que aconteceu na delegacia amor. Quando você fez a queixa ao delegado, sobre a Rose. Esposa do Lucas, que lhe chamou de negrinha, e que lugar de negro era na privada. Veja só, Gabriela, não tivemos hesito somos, além de negros pobres, discriminados por que não somos poderosos na sociedade.
Narrador:
Na outra casa ao lado, Lucas e Rose, conversam sobre Pedro e Gabriela.
Rose:
Lucas, a Gabriela, ainda deve estar irritada comigo, por que tu esqueceste que a chamei de fezes humanas indiretamente, e ela ficou furiosa.
Lucas:
_ Mulher não mexe com fogo, Gabriela é pobre mais é entendida das leis. Ela conseguiu estudar numa faculdade de Direito, desistiu por que o pai a deserdou, devido que ela se apaixonou por um homem sem futuro como Pedro, além de negro, burro igual a um jumento. E o pai dela, engraçado Rose, a deserdou por que ela quis casar com o negro do Pedro! Acredito que o pai dela é louco, quem já se viu, ele é negro, a filha é negra, e o velho queria que a sua filha casasse com um branco. Ele é louco e bizarro com sua raça. Ele é racista. E ainda nos chamam de racista. (Os dois dão risada a vontade)
Narrador:
Mas, sem saber da denuncia, os dois casais, Lucas e Rose, indiciados a comparecer a justiça no dia seguinte das ofensas contra Pedro e as denuncias de Gabriela que Rose já havia dito semana antes do acontecido com Pedro na rua da praça da Bahia que Lucas o agrediu e humilhou, e que a agrediu verbalmente dizendo “que negro só é gente na privada”, foi o estopim para o casal afro-brasileiro, que os denunciaram por Racismo no Fórum Civil da Bahia, Lucas e Rose foram presos e incriminados por racismo, pegaram pena de 10 anos de prisão.
Narrador:
Visto esta situação de racismo entre negros e brancos, em outro lugar na terra num país, chamado Brasil, na Paraíba, cidadezinha de Gurinhém, havia o Sandro, homem mulato e sua namorada Amanda que também era mulata, viviam a namorar na praça de Manecos I, lá nesse distrito de mesma cidade, onde vivia Andréia de cor amarela e seu namorado Cris que possuía a pele amarela de mesma cor. Ambos os casais pegaram uma briga fora do comum naquela cidade pacata.
Sandro:
Oh, Amanda para de olhar para aquele casal ali, que estão namorando na nossa frente, eles já, daqui a pouco vão pensar que nós estamos falando deles.
Amanda:
Pois que pensem, to nem aí. Se quiser do língua. Aqueles dois amarelos insignificantes. Eles me agrediram amorzinho, estava lá na igreja, quando os dois passaram e me agrediram verbalmente, chamando euzinha de mulata fedida e sem graça e além de descendentes da raça mestiça mistura de negros podres, somado a brancos imundos portugueses. Que caiam de duros, ali mesmo morrendo de inveja de nosso namoro.
Sandro:
Não acredito Amanda que eles tiveram a coragem de lhe insultar. Vou dizer umas verdades a este casal.
Amanda:
Não vai, Sandro vamos ficar aqui desfrutando nosso namoro.
Sandro:
Não, minha amada, jamais uma atrocidade fará com que sua dignidade será manchada, precisa ser zelada, por que lhe respeito por demais. Do mesmo modo exijo respeito humano com você.
Sandro:
Oi, amigos. Fiquei sabendo de uma história que um passarinho me contou sobre uma mulata, a tal é minha namorada. Como os dois poderiam chamar a minha namorada de fedida e além de serem racistas com ela. Preconceituosos não enxergam a cor de vocês se acham melhores do que nós. Vejam vocês são amarelos, sem sangue. Seus monstros.
Andréia:
Calma, apenas estava brincando com ela. Porque soubemos que ela não gosta de ser mulata, foi isso. Aí fizemos tal palhaçada com ela na igreja. Todos riram.
Cris:
É rapaz, te acalma mano, tu estas nervoso. Tua namorada é arrogante, apenas fizemos uma pegadinha com ela. Não sabíamos que ela iria se emocionar tanto, aquela mulata.
(Os dois morrem de rir)
Sandro:
Olha, aqui dois amarelos não se metam a besta comigo e minha namorada. Não estou de brincadeira. Se quiserem brincar que vão ao circo aonde é lugar de palhaços.
Narrador:
Neste instante aparece o Padre José Maria Mesquita na ocasião da briga.
Padre José Maria Mesquita:
Ôxente, onde já se viu, dois casais lindos brigando pelo motivo de preconceito e racismo na porta da igreja e próximo a praça de minha paróquia. Tenham vergonha com Deus. Vejam que Deus vai castigar vossas ações! Deus fez o homem a sua imagem e semelhança. Todos nós somos iguais perante Jesus Cristo no nosso Senhor. Que veio ao mundo para nos salvar na cruz. Não percam tempo discutindo essas coisas peçam as pazes vamos, ligeiro... Se não fizer o que estou pedindo descomungo os quatro, perante Roma e o Papa Bento XVI (Joseph Ratzinger), e vai ser aqui mesmo na praça.
Narrador:
Diante do Padre, os dois casais pediram desculpas entre eles e a Deus, e juraram ao Padre que não iria mais acontecer aquele fato novamente.
Narrador:
A humanidade parece que vive momentos de regressão e de acessão. A regressão quando maltrata, humilha e agridem seus semelhantes. Acessão quando perdoa e reconhece seus erros, mas acreditamos nos seres humanos na esperança de transformar suas vidas e seus destinos para o reino de Deus. Vejam esta linda estória que aconteceu no sertão da Paraíba.
Temos o André, homem respeitador e casado com Simone, sua esposa, mulher humilde e delicada. Ambos são cafuzos.
E do outro lado, um casal de gays, Michele e Marcos que vieram da Europa passar as férias no sertão da Paraíba. Ambos gostavam de viajar juntos. Só que os dois eram amigos, Michele amava mulheres, já o Marcos os homens. Na Paraíba, principalmente no interior, isto não era comum e nem bem visto pela população. Então começou a confusão entre os casais: André e Simone com os novos vizinhos gays da Europa, Michele e Marcos.
Andre:
Simone, mulher vêm ver, o casal de turistas que vieram da Europa são bem diferentes de nós. São estranhos. A mulher parece um homem e o homem tem um jeito de mulher.
Simone:
André para de ser fofoqueiro homem, mal eles chegaram tu nem conhece os dois.
André:
Então, vêm ver mulher!
Simone:
E o que tem aí? Ah é mesmo André, virgem nossa mãe de Deus. A mulher é sapatão, e o homem é bichona!
Narrador:
Quando Michele e o Marcos foram sair de casa para ir à feira da cidade, conhecer a região. André e Simone aparecem de repente querendo fazer amizade.
André:
Olá, vizinhos, como vão vocês?
Michele e Marcos:
Bem, e vocês?
André:
Bem, só que na verdade num sabe. Vejo que vocês são bem diferentes de nós. Simone: Vocês são gays, homossexuais assumidos?
Marcos e Michele:
Sim, somos! Qual o problema?
André:
Olhem que aqui é terra de homem e mulher, e não aturamos sem-vergonhice na nossa cidade.
Simone:
Homem, tu estas doido é! Fala assim não!
Michele:
Seu caipira, viemos para o sertão se divertir, não viemos para brigar. Cafuzo ignorante!
Marcos:
Isso, mesmo Michele este nojento, nem nos conhece já estão com preconceito de nós. Vamos à delegacia.
Simone:
Vocês falam de preconceito, e nos chamam de cafuzos ignorantes.
Michele:
Pelo menos nós não saímos de nossa casa, para xeretar a vida dos outros. Se preocupem com a vida de seus filhos. Estou pouco me lixando com a vida de vocês. E muito menos com a da cidade.
André:
Olha Simone, se acham melhores do que nós.
Marcos:
Não é isso pessoinha, apenas não aceitamos desaforos de vocês. Que pensam que todos os seres humanos são iguais. Somos diferentes totalmente, cada fragrância no seu frasco bem.
Michele:
Vamos embora, Marcos! Eles pesam que nós, precisamos nos igualar a pequena cidade deles. Somos libertos, e merecemos direitos e respeito, além claro de nossos deveres. Vocês que saíram do lugar de vocês nos maltratando. Esquecerão?
Simone:
André, quando você for fazer algo, antes de fazer amizades me comunica primeiro o que vai falar, para depois nós dois não saiamos com esse vexame.
André:
É mesmo, amor, que vexame pegamos pesado demais. Nós fomos mais preconceituosos do que eles conosco.
Narrador:
O que pode fazer com as pessoas liguem com as outras é pensar que todos nós somos iguais uns aos outros. Não é bem por aí, existem diferenças e elas merecem ser respeitadas. Somos iguais apenas como seres humanos e não culturalmente. Pois cada povo merece seu respeito, por que possui sua cultura distinta da nossa.
Narrador:
O Brasil é rico na diversidade cultural, no entanto algumas pessoas imaginam que somos iguais. Nada disso, o Brasil possui vários contrastes, a começar pela língua falada.
Agora veremos uma estória da linguagem coloquial de três Estados brasileiros: Paraíba, São Paulo e Rio de Janeiro. Antonio e Silvana são paulistas, Paulo e Maria e são paraibanos e Carlos e Sandra são fluminenses. Eles discutem suas falas e maneiras de pronunciar as palavras do português procurando cada estado caracterizar qual o melhor estado que fala o português padrão. Claro que nessa discussão sempre o nordestino fica excluído com base no preconceito lingüístico. No caso, o paraibano!
Carlos:
Oh, Sandra! Veja, os paraibanos como o porteiro e a faxineira do prédio de Copacabana Pallace. Eles falam engraçado, é um tal de bexiga taboca. E quando dizem ôxente, ou então é peraí, é varei e o oush, sei não. Só paraibano mesmo.
Sandra:
Claro, porque você não viu nossos vizinhos os paulistas. Escute bem, para eles dizerem semáforo dizem farol, eu não agüento e começo a rir. E ainda tem mais em vez de dizerem meio fio eles falam guia, holerite em vez de contra-cheque, carta de motorista em vez de carteira de motorista, mandioca em vez de macaxeira e mexerica em vez tangerina. Eu quase me acabo de rir dos vizinhos...
Antônio:
Silvana tu pensou e esta imaginando como eu que aquela fluminense, popular carioca, estava caçoando de nós dois. Tu percebeste isso...
Silvana:
Percebi Antonio, acredito que ela não percebeu o chiado que eles fazem aqueles cariocas, que na verdade são fluminenses que nem do rio são, aqueles metidos. Falam quase cuspindo e se acham que falam bem o português falado. Eu admiro os paraibanos, deveríamos fazer como eles dizem no nordeste baixava o cassete da molesta nos dois... Mas como somos pessoas educadas os deixemos pensarem que falam bem, só assim o estereótipo deles desaba quando forem avaliados por pesquisadores, chamados lingüistas da Língua Portuguesa.
Paulo:
Maria admiro os paulistas, são pessoas educadas. Mas os cariocas meu Deus, que nem cariocas são. Por que eles são fluminenses na verdade. E se acham que falam o melhor português do Brasil, somos pouco instruídos, mas aprendemos no ensino fundamental que o Brasil possui vários dialetos, ou seja, possuímos uma bagagem cultural mito forte. Eles se esquecem de analisar a diversidade cultural de cada estado brasileiro.
Maria:
Paulo você aprendeu isso, tudo aonde?
Paulo:
No ensino fundamental com todos os meus professores lá de Manecos I, Gurinhém, cidade da Paraíba. Você não teve muita sorte, ficou estudando no colégio diferente do meu, ele é Municipal. Lá aprendemos a Cultura do povo brasileiro nas aulas e outras diversidades culturais, como as festas populares, santos, costumes etc.
Maria:
Paulo, você é show, agora tenho mais orgulho de ser paraibana. É através da educação que evoluímos para o futuro.
Narrador:
Bem, nada na vida parece o que é. O nordestino procurou o seu lugar, e descobriu que estudar é o melhor caminho de se superar. Os estereótipos que pensam ou o que imaginam de nós nordestinos precisa ir para o fundo da memória deles como a língua é dinâmica nossa cultura também a é. Daqui a 10 ou 20 anos é a língua deles que poderá ser discriminadas por todos os estados se caso eles não investirem em educação, e resolverem o problema do tráfego de drogas no Rio.
Narrador:
Somos voltados a pensar nesta poesia que vou lhes contar:

“Do mundo que Deus criou, ele criou as diferenças humanas.
Sendo o oposto de outros animais não pensantes,
É que o ser humano vive a construir deuses, e religiões.
Que possa lhe satisfazer como se a vida,
Fosse seu sonho e sua idealização.
Será um mistério que mesmo a distintas culturas
Fará-lhe o homem pequeno diante de tantas transformações”.
Pois a questão crucial, não é a distinção e sim, a interação.
Entre os povos através da união e do respeito e do carinho por todos.

Sendo assim, teremos uma crise religiosa entre a humanidade: os católicos e os protestantes dois lados que querem vencer a todo custo. Deus e Jesus ficaram a mercê de tal disputa, quem é mais do que seu Deus quem é menos do que meu Deus, não estou aqui para responder tais polêmicas apenas de relatar uma discussão que levou ao caos de uma cidade do interior da Paraíba, a cidade de Gurinhém. Entre o casal Ana e Severino que são católicos e o casal Mara e Sílvio protestantes que se matam pela fé de Deus. Ao morrer os quatros se encontram no juízo final, na sentença divina de Deus. Vejam a estória na integra...
Ana:
Severino que Jesus me salve, mas não estou mais aguentando, aquele casal de protestantes, na minha porta de casa todo o santo dia. Claro, eles acham que o Deus da igreja deles é mais poderoso, e vivo. Sempre dizendo que nosso Deus é morto. Eles estão loucos. O deus é um só.
Severino:
Calma Ana, eles não sabem o que dizem. Apenas eles querem nos convencer apenas para pagar o dízimo da participação de vossa igreja. Pura hipocrisia desta sociedade econômica e, é apenas mais um meio de vida que se tornou não apenas a religião deles, mas a nossa também que está beirando a este propósito. Chegaram eles, vejam nas suas pregações, a palavra e o fator da cura como presentes de Deus, fato que remeterão ao encantamento do fiel, que enche os olhos a primeira vista. Já estão em casa, atenda mulher...
Ana:
Bom dia! Como estão!
Severino:
Olá, irmão Sílvio e irmã Mara! O que vocês pretendem em minha casa.
Sílvio:
Apenas a sua alma no caminho de Deus, mas para isso, você tem que se converter para cristo.
Severino:
Não diga asneira homem, já tenho religião, converter em quê? Você é que tem que se converter...
Mara:
Não discuta, com a palavra de Deus...
Severino:
Que palavra de Deus vocês é que estão loucos saiam de casa...
Silvio:
Homem não me empurre. Se não furo você com a peixeira, por que também você está machucando minha esposa.
Severino:
Então faça isso!
Narrador:
Então Silvio puxou a faca no ventre de Severino.
Ana:
Amor, não morra, por Deus... Agora, vou matar esta crente que veio a minha casa e esse esposo dela que de evangélico não tem é nada. Mataram foi meu esposo.
Narrador:
Ana com a faca que retira do bucho do marido, esfaqueia a mulher de Silvio... Que morre, e logo em seguida desfere golpes de faca em Silvio que começa a gemer não chão!
Sílvio:
Por Deus me perdoa, matei um homem inocente... Fiz uma loucura mesmo, pela não aceitação da distinção de culturas que possuem. Salve-me oh, Deus.
Ana:
Que morra no inferno, seu monstro.
Ana:
E agora, que vou fazer de minha vida. Sou assassina e meu grande amor morreu por uma discussão religiosa que nos levou a nada. Só a separação na terra, e até de Deus.
Narrador:
Ana se mata momentos depois de alguns minutos da cena das mortes que aconteceram naquela situação de caos que assolou a casa. Em seguida, quando os quatro casais chegam à porta de São Pedro.
Ana:
Severino, amor! Vejamos a glória do Senhor à porta do paraíso, que estás na nossa frente.
Severino:
Sim, mesmo mulher, quase que não acreditava que o paraíso fosse tão lindo.
Narrador:
Mas nesse mesmo instante aparece do nada o casal de protestantes que lhes tentaram para a morte na terra.
Sílvio:
Mulher, olhe quem estão conosco aqui na porta do paraíso! Que gota serena! Não pode ser.
Mara:
Não pode ser Sílvio, ela nos matou e está nos céus. Não acredito.
Narrador:
Numa aparição sobrenatural, quase que por magia celestial diante dos dois casais aparece São Pedro com o chaveiro da porta do paraíso divino de Deus.
São Pedro:
Vocês seguiram a palavra de Deus na terra, mas por força da ignorância e a ausência do conhecimento da Diversidade Cultural entre os povos, não respeitaram a fé de Deus. Sabiam que vós seguistes a mesma religião, que todos sabem que é a cristã. Mas ficaram na discussão da corrente religiosa que não lhes levara a nada apenas a morte. Vocês não possuem a permissão de passar, segundo os planos de Deus. Vão para a sala do julgamento final, onde Deus o juiz, Jesus seu advogado e o Diabo o promotor. Eles decidirão o destino de vocês, o reino dos céus ou o reino das trevas, conhecido por vós como no popular inferno.
Deus:
Diante da Corte da Sentença Celestial convoco os acusados.
Diabo:
Excelentíssimo, tenho a acusada Ana, por ter matado a Sílvio e Mara que eram servos protestantes na terra, e o próprio Silvio por ter matado Severino, e a acusação de Severino por ter empurrado os dois; o Silvio e a Mara de sua casa. E a Mara por ter passado pela conspiração do marido em tentar tirar do sério o casal católico. Minha sentença meritíssimo é a punição no reino das trevas.
Severino, Ana, Sílvio e Mara:
Não sabíamos que Diabo julgava!
Jesus:
Calma meu pai e Excelentíssimo Senhor, estes homens pecaram contra sua vontade, mas não merecem tal acusação mostrada desta forma.
Deus:
Jesus a situação deles é preta como relatou o Diabo, não hesitaram na hora da morte. Mataram sem imaginar a punição da ira de Deus. O castigo é as trevas.
Jesus:
Não, faça isso meu pai eles não sabem o que fazem, misericórdia nesta situação. Eles lhes servirão e pediram perdão mesmo na hora da morte como o Sílvio. E a Ana na hora da morte do marido se revelou inapta e irracional para pensar e refletir o certo do errado, a carne é fraca, foram e são pecadores. Der-lhes uma segunda chance.
Deus:
Como meu filho, Jesus, de que maneira serei justo com eles? Não podemos fazer com que as leis do reino de Deus não se transformem nas leis dos homens que parecem esburacadas e não param de abrir brechas a cada palavra.
Jesus:
Sabe que existe, um lugar na terra que precisam de pessoas com conhecimentos religiosos, por que não dar uma chance a estes réus de se redimir, pregando a palavra do Senhor juntos numa só missão: evangelizar o ser humano mostrando a Diversidade Cultural de cada povo, e pregando que existe um só Deus para cada ser na terra.
Severino, Ana, Sílvio e Mara:
Qual será nossa decisão, Senhor?
Deus:
Irão a terra, no distrito chamado Manecos I, na EMEF PADRE JOSÉ MARIA MESQUITA como Jesus lhes falou e fará a pregação do Senhor teu Deus a nossos futuros anjos de Deus as crianças daquele lugarejo. Serão professores na referida escola, esta é a sentença celestial final. Que a luz lhes ilumine seus conhecimentos sobre o evangelho e preguem a palavra de teu Senhor e Salvador que lhes deu misericórdia divina.
Gabriel:
Bem, chegamos ao ápice de uma história que contou diversas formas de preconceitos, racismos, ignorâncias, exclusão social, mortes, brigas discussões, intrigas, perdão, amor, misericórdia e paz. Que geraram o tema: A DIVERSIDADE CULTURAL DOS POVOS, seus hábitos costumes, maneiras, religiões, culturas, crenças, etc. Que mostra que o conhecimento do homem é a única arma que o ser humano possui e que até mesmo o próprio Deus a teme a esta capacidade humana.

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